Como Abrir Arquivo CSV no Excel


O arquivo texto separado por vírgula ou ponto e vírgula, normalmente conhecido como arquivo com extensão CSV é bem antigo. Usado desde o início da computação quando se começou a falar em armazenar dados em arquivo texto, ainda é usado com frequência nos dias de hoje. Este tipo de arquivo armazena informações no formato de tabelas, com os dados armazenados em linhas e colunas, onde cada coluna por ser separada por algum tipo de separador, como vírgula, ponto e vírgula ou Tab, sendo os mais comuns vírgula ou ponto e vírgula.

Podemos criar os arquivos CSV em qualquer editor de texto ou em uma planilha Excel. Alguns tipos de banco de dados exportam os dados neste formato. Atualmente tanto os bancos de dados com padrão SQL ou NOSQL podem exportar os dados neste formato. No caso do NOSQL existem algumas limitações devido à estrutura dos dados.

Apesar de podermos visualizar os dados de um arquivo CSV em qualquer editor de textos como por exemplo, o Notepad, o melhor é abrir em uma planilha Excel, para visualizarmos os dados no formato de linhas e colunas. Quando os dados são somente texto a importação do arquivo CSV para o Excel ocorre sem nenhum problema, mas se os dados forem por exemplo, numéricos, como um CPF, o Excel vai importar os dados como número e nesse caso teremos problemas na conversão dos dados.

Se você tiver uma lista com número de documento tipo CPF, os números que começarem com o dígito 0 vão ser exportados de forma incorreta para o Excel ou seja, os números que começam com 0 vão ser exportados sem o primeiro 0 por ser um número. Veja um exemplo:

Figura 1 - Lista de Nomes com CPF
Observe na figura 1 o CPF do Nome2 e do Nome8 exibido no Notepad e no Excel. No Notepad você observa que o CPF inicia com o dígito 0, e no Excel em ambos os casos o CPF aparece sem o dígito 0. Para evitar que esse problema aconteça, ao invés de abrir o arquivo CSV diretamente no Excel devemos importar os dados como se fosse um banco de dados para uma planilha Excel e definir o tipo de dados de cada "coluna", no nosso caso seria a coluna do CPF.

Como importar arquivos CSV para o Excel do Office365

1. Com o Excel aberto, selecione a guia Dados, no grupo de comandos Obter e Transformar Dados e selecione o comando De Text/CSV.

Figura 2 - Guia Dados do Excel
2. Selecione o arquivo CSV desejado, e selecione o botão Clean Data.

Figura 3 - Importanto Arquivo CSV
3. Na tela Power Query Editor selecione a Column2 onde estão os dados com CPF, e altere o comando Data Type para Texto. 


Figura 4 - Power Query Editor
4. Selecione o comando Close & Load para importar o arquivo. Quando o Excel exibir a caixa Change Column Type selecione o botão Replace Current.

Figura 5 - Caixa para Alterar o Tipo do Dados

5. O Excel faz a importação dos dados com o CPF no formato correto.

Figura 6 - Excel com os Dados Importados
A importação dos dados de um arquivo CSV para o Excel existe há muito tempo desde as versões mais antigas do Excel, mas no Office 365 a forma de definir o tipo dos dados por coluna ficou um pouco diferente, e não tão intuitivo como era nas versões anteriores.

Qual a Aplicação da Internet das Coisas

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A internet das coisas está relacionada com a comunicação entre dispositivos do dia a dia com a internet. Os dispositivos são capazes de enviar e receber dados da internet e faz parte da evolução que aconteceu com a web.

A geração exponencial de dados vem acontecendo há um bom tempo devido a inserção de dados de todos os tipos como mensagens, fotos, vídeos e rede social. Além da geração de dados criada basicamente pelas pessoas, temos agora a geração de dados criada por máquinas, ou seja, o aparecimento da Internet das Coisas (IoT – sigla em inglês).

Hoje existem diversos equipamentos e objetos com a capacidade de gerar e transmitir dados usando a internet, temos os celulares, relógios, TVs, equipamentos médicos, além do surgimento da Indústria 4.0, entre outros.

Estes objetos usam sensores para captar informações e transmitem os dados para outros objetos por exemplo, um termostato em uma casa que transmite a informação da temperatura ambiente para um celular, ou um sensor que mede a produtividade em uma indústria e transmite as informações para os servidores de modo a fazer uma análise posterior dos dados.

Quase qualquer objeto pode se transformar em um objeto “inteligente” se incluirmos a capacidade de se comunicar com outros objetos, esta é a parte mais importante da Internet das Coisas, a comunicação de máquina a máquina sem a intervenção de um ser humano. Ainda usando o exemplo do termostato ele pode se conectar ao seu celular e ajustar a temperatura da residência de acordo com a sua preferência, que já foi configurada anteriormente no aplicativo do celular.

Mas não é somente a comunicação com o celular, vários outros dispositivos usam a internet das coisas em diversas áreas como por exemplo, nos negócios, nas fábricas, nos dispositivos médicos, nos aparelhos que usamos em casa, como na Smart TV, e nos carros, só citando algumas utilizações.

Como a Internet das Coisas Auxilia nos Negócios

A Internet da Coisas não precisa necessariamente ser utilizada somente nos dispositivos novos, ela pode ser adaptada em dispositivos mais antigos, simplesmente inserindo sensores e componentes de comunicação.

Com a internet das coisas as empresas podem analisar vários dados como por exemplo, o comportamento dos consumidores e o desempenho das máquinas. Os negócios e as empresas podem se beneficiar da Internet das Coisas da seguinte forma:

  • Entendendo melhor o consumidor. Com os dados obtidos dos sensores dos dispositivos, as empresas podem entender como os dispositivos são usados, quais as funções são mais populares.
  • Desenvolvendo um produto melhor. Com as informações obtidas nos dispositivos, as empresas podem melhorar o produto baseada na real necessidade do cliente, e tomar decisões mais acertadas para o futuro do produto.
  • Otimizando as operações. As empresas podem usar as informações para melhorar os serviços. Por exemplo o Waze usa as informações do tráfego para escolher as melhores rotas.
  • Criando uma fonte de renda. Com as informações dos sensores, as empresas podem desenvolver novos produtos a partir das informações obtidas na utilização do produto atual. Sem essa informação seria difícil que a empresa enxergasse novos negócios, em áreas que talvez nem soubesse da existência da necessidade.

O grande papel da Internet das Coisas não é somente a melhora do desempenho operacional, mas sim poder melhorar o dia a dia das pessoas. O importante não são somente os dispositivos inteligentes, mas também os sensores que estão incorporados nesses dispositivos. As informações obtidas pelos sensores são enviadas para a Nuvem e auxiliam as empresas no entendimento de como os produtos são utilizados, enviam informações de diagnósticos, e do que o cliente pode desejar de funcionalidades futuras no dispositivo.

A Evolução da Web


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Tim Berners-Lee iniciou o desenvolvimento da web em 1989 para resolver um problema de dificuldade para compartilhar informações nos computadores do CERN - local de seu trabalho na época. Vários cientistas vinham de muitas partes do mundo para usar os aceleradores do CERN, mas tinham dificuldades com os documentos. As informações estavam distribuídas em vários computadores que tinham aplicativos e linguagens diferentes dificultando o acesso.

Para resolver o problema Tim Berners-Lee resolveu usar uma tecnologia nova que estava em desenvolvimento na época, a internet, juntamente com o hypertext, que era uma tecnologia emergente, como uma forma de compartilhar informações.

Com estas duas tecnologias, internet e hypertext, ele desenvolveu outras três tecnologias que usamos até hoje na web:
  • HTML (HyperText Markup Language):  Linguagem de formatação markup da web. 
  • URI (Uniform Resource Identifier):  Um tipo de endereço usado para identificar unicamente cada recurso da web, mas conhecido como URL. 
  • HTTP (Hypertext Transfer Protocol): Protocolo usado para recuperar os recursos ligados por toda a web
Desde o lançamento em 1990 até os dias de hoje a web vem evoluindo em termos de tecnologia, tipo e quantidade de conteúdo, e número de usuários. Para entender a evolução da web durante todo o período, conheça as diversas fases da web da versão 1.0 até a web 3.0.

Web 1.0 - Web informativa

Antes de 1999 a internet era conhecida como um local de acesso às informações no formato somente leitura. Não existia uma interação entre os sites e os usuários. Os sites apresentavam as informações, e os usuários conseguiam fazer pesquisas e localizar as informações de interesse.

Nesta versão da web não existia a comunicação entre as empresas e os consumidores, e não era fácil contribuir com informações. Apesar que o comércio através dos carrinhos de compra já existia, e o formato que usamos atualmente no comércio eletrônico é muito parecido com o que era feito na web 1.0. As empresas apresentavam o seu produto em formato de catálogo e qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo poderia adquirir o produto.

A web 1.0 era praticamente no formato somente leitura, estática, e com formato monodirecional.

Web 2.0 - Web colaborativa

A falta de interação entre os usuários e a web fez com que nascesse a web 2.0, onde os usuários tinham um local para escrever e publicar conteúdo facilmente. Com a web 2.0 apareceram algumas formas para obter, publicar, e compartilhar informações como:

  • Redes Sociais: Plataformas de compartilhamento de informações. 
  • Blogs: Inicialmente eram utilizados como diários compartilhados e depois como uma forma de publicação de informações de vários tópicos. 
  • Fóruns: Plataformas onde as pessoas podem fazer perguntas e obter as respostas sobre vários assuntos ou informações de produtos. 
  • Wikis: Sites utilizados na publicação de conteúdos escritos por vários autores de forma colaborativa.
Além disto surgiu também os serviços web (web services) que proporcionaram a interação entre computadores na internet.

A web 2.0 transformou a web de somente leitura para leitura-escrita, com páginas mais flexíveis, e formato bidirecional.

Web 3.0 - Web semântica

Na web 2.0 as buscas se baseiam somente nas palavras-chaves, para localizar uma informação. Com o aumento de informações sendo inseridas na web, o retorno das buscas baseadas somente em palavras-chaves não era o suficiente para encontrar a informação correta, o que faltava era o contexto onde estava inserida a palavra-chave. As buscas precisavam levar em conta não só as palavras-chaves, mas o contexto em que elas se encontravam. Este foi um dos avanços da web 3.0 que permitiu, por exemplo, exibir anúncios baseado nas preferências do usuário.

Juntando a capacidade de usar o contexto e os serviços web, a web 3.0 permitiu que as aplicações pudessem se comunicar entre si, com uma possibilidade de fazer buscas de forma mais ampla, com interfaces mais simples.

Além disto a web 3.0 está começando a fazer uso de imagens animadas no formato SVG que por ser um formato vetorial, permite a apresentação de figuras e imagens animadas usando poucos recursos de processamento.

O propósito principal da web semântica é fazer com que a web possa ser lida por outros computadores, além do ser humano.


Além da versão 3.0 da web que estamos usando nos dias de hoje, encontramos também na internet referências sobre a web 4.0, conhecida como web simbiótica, cujos especialistas dizem será capaz de fazer a interação entre computadores e as pessoas, e a web 5.0, chamada de web emocional, que dizem será capaz de interagir com as pessoas de forma emocional. Mas tudo isto ainda são teorias do que está por vir no futuro.

Como Usar o Web Clipper do OneNote


Quando navegamos pela internet às vezes queremos capturar uma página da web para leitura posterior ou simplesmente armazenar a informação para um uso no futuro. Uma forma de fazer a captura e armazenamento do conteúdo de uma página web é através do Web Clipper do OneNote.

O Web Clipper do OneNote funciona como uma extensão no navegador Chrome. Com ele você pode capturar uma página inteira, uma região, um artigo ou mesmo um link para a página, e depois organizar no OneNote. O OneNote está disponível para acesso via web, em vários dispositivos, e vem instalado por padrão no Windows 10.

Como instalar

Para instalar o Web Clipper no Chrome vá até o Chrome Web Store, procure pela extensão OneNote, e adicione ao seu navegador.


Como usar 

Para usar o OneNote Web Clipper abra em seu navegador a página com o conteúdo que deseja capturar e salvar. Acesse o ícone do OneNote Web Clipper  na área de extensões do navegador, que fica localizado ao lado da barra de endereços, e faça o login em sua conta Microsoft. O login é necessário somente no primeiro acesso.


O Web Clipper do OneNote pode salvar o conteúdo da web em vários formatos.
  • Página Inteira: Faz a captura da tela inteira exatamente como você está visualizando.
  • Região: Faz a seleção e captura da região de seu interesse.
  • Artigo: Recorta apenas o artigo, retirando todos os outros componentes da página, para facilitar a leitura e impressão do texto.
  • Indicador: Recorta apenas uma miniatura com o título, resumo, e um link para o conteúdo.
Selecione o formato desejado e o local onde salvar o conteúdo. Você pode selecionar o bloco de anotações e a seção.

Como acessar o conteúdo salvo 

O aplicativo OneNote está disponível em vários dispositivos além da versão para o Windows 10. Existem também versões para:
  • Mac
  • Ipad
  • iPhone
  • Android
  • Web
Para versões de Windows anteriores ao Windows 10 existe a opção de download no site da Microsoft.

Após salvar o conteúdo da web vá até o OneNote de seu dispositivo de preferência e veja o conteúdo salvo no bloco e seção especificados, no momento da captura do conteúdo.

A versão web dá acesso ao OneNote online. A Microsoft armazena o conteúdo do OneNote em sua conta do OneDrive.

O Web Clipper do OneNote é uma ferramenta útil e prática para armazenar e organizar conteúdos da internet.

Como Fazer Preenchimento Automático de Texto no Word


Em alguns momentos quando precisamos inserir um texto qualquer em um documento, simplesmente para demonstração ou impressão para visualizar, por exemplo, a formatação do layout é melhor não utilizar o texto definitivo, porque ele pode não estar pronto ou não pode ser exibido, por questões de marketing ou qualquer outro motivo, antes do lançamento oficial.

Neste caso seria interessante ter uma forma de criar um texto que simule um texto real de forma automática. Já vimos em alguns documentos na internet o texto que começa com a frase lorem ipsum, que é um texto em latim e não possui nenhum significado além de simular um texto.

O Microsoft Word permite criar este e outros tipos de textos através de algumas funções não muito conhecidas. Veja agora como fazer o preenchimento automático de texto no Word usando as funções lorem() e rand().

Função lorem()

A função lorem() cria um texto em latim. Para criar o texto digite na página do word =lorem()



Selecione Enter.


A função insere cinco parágrafos com número de sentenças variado de um texto em latim .

Você pode definir o número de parágrafos e sentenças usando os parâmetros parágrafo e sentenças da função lorem(parágrafo, sentença).

Por exemplo, para inserir um texto em latim com 6 parágrafos e 5 sentenças cada um, digite =lorem(6, 5)

Função rand()

A função rand() insere um texto escolhido aleatoriamente pelo Word de um material de suporte dos produtos Microsoft. Para criar o texto digite na página do word =rand()



 Selecione Enter.


A função insere cinco parágrafos com número de sentenças variado de um texto com material de suporte.

Você pode definir o número de parágrafos e sentenças usando os parâmetros parágrafo sentenças da função rand(parágrafo, sentença).

Por exemplo, para inserir um texto de suporte com 4 parágrafos e 10 sentenças cada um digite =rand(4, 10)


Função rand.old()

Existe uma outra opção para a função rand() conhecida como rand.old() que exibe as letras do alfabeto em três parágrafos com três sentenças.


A função também possui os parâmetros parágrafos e sentenças, rand.old(parágrafos, sentenças). Por exemplo, para inserir 5 parágrafos com 6 sentenças contendo as letras do alfabeto digite =rand.old(5,6)

Atenção:  Se a função de preenchimento automático de texto não funcionar, verifique se a opção Substituir texto ao digitar está selecionada na aba de Auto Correção na caixa de Auto Correção. Você pode verificar acessando o menu Arquivo > Opções. Na caixa Opções do Word selecione o item Revisão de Texto e o botão Opções de Auto Correção.




Com as funções lorem() e rand() fica fácil inserir textos de forma automática em apresentações, onde ainda não possuímos os textos definitivos.