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30 de agosto de 2018

A Evolução da Web


Photo by Markus Spiske temporausch.com from Pexels

Tim Berners-Lee iniciou o desenvolvimento da web em 1989 para resolver um problema de dificuldade para compartilhar informações nos computadores do CERN - local de seu trabalho na época. Vários cientistas vinham de muitas partes do mundo para usar os aceleradores do CERN, mas tinham dificuldades com os documentos. As informações estavam distribuídas em vários computadores que tinham aplicativos e linguagens diferentes dificultando o acesso.

Para resolver o problema Tim Berners-Lee resolveu usar uma tecnologia nova que estava em desenvolvimento na época, a internet, juntamente com o hypertext, que era uma tecnologia emergente, como uma forma de compartilhar informações.

Com estas duas tecnologias, internet e hypertext, ele desenvolveu outras três tecnologias que usamos até hoje na web:
  • HTML (HyperText Markup Language):  Linguagem de formatação markup da web. 
  • URI (Uniform Resource Identifier):  Um tipo de endereço usado para identificar unicamente cada recurso da web, mas conhecido como URL. 
  • HTTP (Hypertext Transfer Protocol): Protocolo usado para recuperar os recursos ligados por toda a web
Desde o lançamento em 1990 até os dias de hoje a web vem evoluindo em termos de tecnologia, tipo e quantidade de conteúdo, e número de usuários. Para entender a evolução da web durante todo o período, conheça as diversas fases da web da versão 1.0 até a web 3.0.

Web 1.0 - Web informativa

Antes de 1999 a internet era conhecida como um local de acesso às informações no formato somente leitura. Não existia uma interação entre os sites e os usuários. Os sites apresentavam as informações, e os usuários conseguiam fazer pesquisas e localizar as informações de interesse.

Nesta versão da web não existia a comunicação entre as empresas e os consumidores, e não era fácil contribuir com informações. Apesar que o comércio através dos carrinhos de compra já existia, e o formato que usamos atualmente no comércio eletrônico é muito parecido com o que era feito na web 1.0. As empresas apresentavam o seu produto em formato de catálogo e qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo poderia adquirir o produto.

A web 1.0 era praticamente no formato somente leitura, estática, e com formato monodirecional.

Web 2.0 - Web colaborativa

A falta de interação entre os usuários e a web fez com que nascesse a web 2.0, onde os usuários tinham um local para escrever e publicar conteúdo facilmente. Com a web 2.0 apareceram algumas formas para obter, publicar, e compartilhar informações como:

  • Redes Sociais: Plataformas de compartilhamento de informações. 
  • Blogs: Inicialmente eram utilizados como diários compartilhados e depois como uma forma de publicação de informações de vários tópicos. 
  • Fóruns: Plataformas onde as pessoas podem fazer perguntas e obter as respostas sobre vários assuntos ou informações de produtos. 
  • Wikis: Sites utilizados na publicação de conteúdos escritos por vários autores de forma colaborativa.
Além disto surgiu também os serviços web (web services) que proporcionaram a interação entre computadores na internet.

A web 2.0 transformou a web de somente leitura para leitura-escrita, com páginas mais flexíveis, e formato bidirecional.

Web 3.0 - Web semântica

Na web 2.0 as buscas se baseiam somente nas palavras-chaves, para localizar uma informação. Com o aumento de informações sendo inseridas na web, o retorno das buscas baseadas somente em palavras-chaves não era o suficiente para encontrar a informação correta, o que faltava era o contexto onde estava inserida a palavra-chave. As buscas precisavam levar em conta não só as palavras-chaves, mas o contexto em que elas se encontravam. Este foi um dos avanços da web 3.0 que permitiu, por exemplo, exibir anúncios baseado nas preferências do usuário.

Juntando a capacidade de usar o contexto e os serviços web, a web 3.0 permitiu que as aplicações pudessem se comunicar entre si, com uma possibilidade de fazer buscas de forma mais ampla, com interfaces mais simples.

Além disto a web 3.0 está começando a fazer uso de imagens animadas no formato SVG que por ser um formato vetorial, permite a apresentação de figuras e imagens animadas usando poucos recursos de processamento.

O propósito principal da web semântica é fazer com que a web possa ser lida por outros computadores, além do ser humano.


Além da versão 3.0 da web que estamos usando nos dias de hoje, encontramos também na internet referências sobre a web 4.0, conhecida como web simbiótica, cujos especialistas dizem será capaz de fazer a interação entre computadores e as pessoas, e a web 5.0, chamada de web emocional, que dizem será capaz de interagir com as pessoas de forma emocional. Mas tudo isto ainda são teorias do que está por vir no futuro.

24 de julho de 2018

O Que Significa o Termo Big Data



Atualmente cada vez mais estamos rodeados de dados por todos os lados. A maioria desses dados são criados por nós mesmos através de acessos à rede social, conversas em aplicativos de comunicação, envio de mensagens, postagens de fotos e vídeos, somente citando algumas formas que a maioria das pessoas utilizam nos dias de hoje.

Estamos gerando uma quantidade grande de dados graças aos computadores, celulares, tablets, e sensores existentes na maioria dos equipamentos digitais, que capturam as informações e traduzem em dados.

Definição do termo Big Data

Quando falamos em Big Data estamos nos referindo a uma quantidade exponencial de dados que geramos. Esses dados precisam ser analisados para compreendermos o que está acontecendo ao nosso redor e podermos tirar vantagens de todas essas informações.

O termo Big Data existe há um tempo, mas foi tratado no início como um modismo passageiro, como acontece com muitos termos que aparecem na área de tecnologia. Com o passar do tempo o termo ficou cada vez mais forte e atualmente com as novas tecnologias como por exemplo, Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, continuamos a utilizar uma quantidade enorme de dados, e precisamos cada vez mais ter a habilidade de analisar e usar os dados.

A teoria por trás do Big Data diz que, quanto mais conhecermos sobre um determinado assunto, mais poder temos no discernimento e previsão do que pode acontecer no futuro. A análise dos dados nos permite conhecer o relacionamento entre os dados e fazer previsões para o futuro.

Vemos exemplos de utilização de Big Data em nossos aplicativos atuais como nos anúncios que são selecionados de acordo com o perfil de cada pessoa, as recomendações de conhecidos no Linkedin, ou as recomendações do Netflix ou da Amazon.

Tipos de dados gerados

Os dados gerados no Big Data são normalmente desestruturados, ou seja, não é possível organizá-los em linhas e colunas como fazíamos em uma planilha Excel ou em um banco de dados tipo SQL Server.

Os dados gerados estão em vários formatos; temos os textos, figuras, vídeos, áudios, dados de sensores tipo GPS entre outros.

Juntamente com a diversidades de dados também está associado o tamanho dos dados. O armazenamento, análise e visualização dos dados precisa cada vez mais de novas tecnologias.

Utilização dos dados

As empresas podem fazer uso dos dados de várias formas como por exemplo, melhorar as tomadas de decisões, aumentar o desempenho das operações ou até mesmo ganhar dinheiro com os dados.

Os dados coletados podem auxiliar nas tomadas de decisões baseados no comportamento de consumo do cliente. Com essas informações as empresas podem decidir qual a melhor forma de fazer o marketing do produto ou melhorar o produto, a partir das informações de quais funções são mais utilizadas.

Com as informações obtidas em sensores as indústrias podem melhorar o desempenho da produção do produto, através das medições obtidas nas várias etapas da fabricação.

As empresas podem ganhar dinheiro com o Big Data, através de uma nova forma de monetização usando os dados como um produto.

Enfim a utilização dos dados do Big Data é cada vez mais necessária para todos os tamanhos de empresas, desde a pequena empresa até às empresas de grande porte. Atualmente as empresas em diferentes ramos de atividade em algum momento irão utilizar, comercializar ou se beneficiar com esses dados.

11 de junho de 2018

O que Significa Informação 4.0


O termo Informação 4.0 surgiu com o aparecimento da Indústria 4.0. Para conhecer o que vem a ser Informação 4.0 precisamos conhecer um pouco o que é a Indústria 4.0.

A Indústria 4.0 surgiu na Alemanha em 2011 com o avanço da indústria no sentido de aumentar a automação de acordo com as tecnologias dos dias de hoje, como a Internet das Coisas (IoT – sigla em Inglês), a Inteligência Artificial (AI – sigla em Inglês), o Aprendizado de Máquina (Machine Learning), a nuvem (Cloud) entre muitas outras tecnologias.

A Informação 4.0 ou conteúdo inteligente está relacionada em como vamos escrever os documentos técnicos para a Indústria 4.0.

Antigamente usávamos tecnologia mais simples para documentar produtos de alta tecnologia. Ficamos um bom tempo utilizando máquina de escrever em um período que já existia computadores, mas ainda não existiam os processadores de texto. Com o avanço dos computadores e os programas começamos a utilizar processadores de texto para escrever os documentos, e pudemos abandonar as máquinas de escrever.

Com o advento da internet e do HTML começamos a utilizar outras formas de escrever, armazenar e distribuir os documentos.

O Que é a Informação 4.0

A Informação 4.0 é uma parte da tecnologia emergente na Indústria 4.0. Com o avanço da indústria precisamos novas formas de trabalhar com a comunicação técnica dessas novas tecnologias. A Informação 4.0 precisa apresentar o conteúdo:
  • em tempo real,
  • estar presente em todos os lugares,
  • estar disponível online, e
  • de acordo com o contexto.
A Informação 4.0 pode ser dividida em quatro categorias para tratar o conteúdo:
  • Criação
  • Categorização
  • Obtenção
  • Entrega

Criação do Conteúdo

A criação de conteúdo é a forma básica para documentar qualquer sistema, mas dentro do conceito da Informação 4.0 esta criação de conteúdo vai ser feita por quem, como, ou em quantos formatos?

Daqui para frente o conteúdo de documentos deverá estar presente em todos os tipos de dispositivos que conhecemos hoje, como computadores, celulares, tablets e leitores eletrônicos. Não será suficiente somente usar um editor de texto e gerar um conteúdo único, porque precisamos da mesma informação em formatos diferentes, separados e organizados de acordo com o tamanho e layout de cada dispositivo.

Atualmente já existem ferramentas de autoria que geram o documento em vários formatos como PDF, HTML, EPUB que podem ser exibidos em dispositivos distintos. Mas com a necessidade da Indústria 4.0 vamos precisar gerar conteúdo de forma mais dinâmica, com capacidade de organização automática e geração de layouts distintos por exemplo, gerar um capítulo com detalhes completos de funcionamento do produto para um usuário sem experiência ou gerar um capítulo somente com as informações relevantes das novas funcionalidades para um usuário com mais experiência. Para criar um conteúdo desta forma vamos precisar de ferramentas com capacidade de utilizar inteligência artificial.

A pouco tempo a empresa Google lançou uma nova forma de fazer propaganda utilizando inteligência artificial. Através de um algoritmo o anúncio passa a ser exibido em locais escolhidos por esse algoritmo, então ao invés de posicionar o anúncio em um local fixo de uma página HTML, o Google vai selecionar o local automaticamente de forma a apresentar o anúncio no melhor local possível, tudo isso de forma dinâmica.

Categorização do Conteúdo

Os documentos vão ter que ser categorizados levando em consideração o contexto da informação. Atualmente já possuímos esta forma de categorização conhecida como ajuda sensível ao contexto. 

Alguns softwares possuem as informações de ajuda na própria interface do software, às vezes no formato de uma interrogação ao lado de um campo. Se você ficar na dúvida de como deve preencher a informação, basta clicar no ponto de interrogação que o software exibe a informação de como preencher o campo.

Além deste tipo de categorização vamos precisar de mais formas para separar o conteúdo e apresentar de acordo com as situações adequadas. Por exemplo, talvez precisemos verificar a localização, a cronologia ou o ambiente para filtrar e exibir a informação correta.

Uma outra forma de categorização pode se basear nas características, autorizações de acesso e histórico do conhecimento do usuário.

Obtenção do Conteúdo

A obtenção do conteúdo precisa acontecer em tempo real, então o documento vai apresentar informações dinâmicas ao invés de estáticas e de forma rápida.

A publicação do conteúdo pode acontecer em um servidor com acesso público, com um acesso gerenciado por perfis de usuários, ou talvez por acesso através de assinaturas que definem quais os conteúdos estarão disponíveis para cada tipo de assinatura.

Entrega do Conteúdo

Para a entrega do conteúdo precisamos nos preocupar com algumas limitações que podemos enfrentar, tais como banda de transmissão de dados, durabilidade de bateria de dispositivos móveis e acesso em locais sem comunicação.

Precisamos analisar os tipos de dados a serem utilizados e pensar no tamanho de banda de transmissão disponível. Se o conteúdo possuir muitas figuras de alta resolução precisa de uma banda maior de transmissão, se forem figuras simples ou poucas pode ser uma banda menor, ou seja, o tipo e quantidade de conteúdo precisa ser entregue de acordo com o tamanho de banda de transmissão disponível.

Na utilização de dispositivos móveis temos o problema de durabilidade das baterias, precisamos analisar se uma bateria baixa vai ser um problema na entrega do conteúdo, ou na falta de um sinal de internet. No caso da falta de sinal de internet a entrega do conteúdo precisa prever um armazenamento local.

A informação 4.0 como toda tendência nova de tecnologia traz muitos desafios, mas para continuarmos com a evolução tecnológica precisamos começar a pensar desde já em como resolver os desafios, e iniciar o desenvolvimento de novas ferramentas para atender a necessidade da evolução da indústria.

Referências:
Information 4.0 - A primer for Technical Communicators
Getting Practical How Information 4.0 Provides Value to the Whole Organization

29 de maio de 2018

O Que é a Indústria 4.0

Indústria 4.0

Algumas pessoas dizem que estamos entrando em uma nova revolução industrial por causa da chamada Indústria 4.0, mas o que é a Indústria 4.0, o que mudou recentemente para pensarmos em uma revolução industrial. Qual a diferença da indústria em funcionamento atualmente. Descubra o que é a Indústria 4.0 e quais as mudanças esperadas para o futuro.

Evolução da Indústria

Para entender o que vem a ser a Indústria 4.0 vamos conhecer a evolução da indústria desde o início até os dias de hoje.

Indústria 1.0

O início da industrialização começou na Inglaterra no século 18 com as máquinas movidas à vapor e a utilização de água, que mecanizaram alguns trabalhos realizados pelos trabalhadores de forma manual. A “indústria” como passou a ser chamada iniciou no setor de agricultura e logo em seguida foi para o setor têxtil.

Indústria 2.0

A próxima revolução industrial apareceu com a invenção da eletricidade juntamente com a criação da linha de montagem e produção em massa. Além disso outros setores foram introduzidos na indústria como o telégrafo e as ferrovias.

O início da produção do aço ajudou a introduzir as ferrovias, que por consequência aumentaram a produção em massa. Uma outra área que merece destaque foi a evolução da química com a produção de corante sintético.

Infelizmente a revolução industrial sofreu uma parada com relação a evolução devido a Primeira Guerra Mundial. A produção em massa continuou somente na área relacionada a guerra, como produção de material bélico, mas não ocorreram evoluções.

Indústria 3.0

A Indústria 3.0 iniciou-se após a Segunda Guerra Mundial com a substituição dos sistemas analógicos e mecânicos pelos digitais e ficou conhecida como Revolução Digital ou Era da Informação.

Essa indústria está relacionada com computadores, com o começo da automação, e a tecnologia da informação e comunicação.

Indústria 4.0

A Indústria 4.0 traz a indústria para um novo patamar com a automação dos processos de produção com a introdução da tecnologia customizável e mais flexível da produção em massa.

Isso significa que as máquinas vão começar a operar de forma mais independente sendo capazes de coletar, analisar os dados obtidos, e se comunicar entre si usando a tecnologia da Internet das Coisas, essa comunicação passou a ser conhecida como Sistema Cyber-Físico (CPS sigla em inglês), que faz a integração entre a computação e os processos físicos. Os fabricantes serão capazes de se comunicar com os computadores ao invés de somente operá-los.

evolução da indústria

Definição da Indústria 4.0

O termo Indústria 4.0 apareceu em 2011 onde um grupo de representantes de vários setores da Alemanha começou a discutir como melhorar a competitividade da indústria alemã. O governo alemão resolveu utilizar a ideia para o planejamento da evolução tecnológica da indústria para 2020. Logo em seguida fundou-se um grupo de trabalho para fazer aconselhamento sobre a Indústria 4.0.

A Indústria 4.0 introduziu o termo “fábricas inteligentes” onde o sistema cyber-físico monitora o processo físico da fábrica, tomando decisões descentralizadas a partir da coleta e análise das informações obtidas através Internet das Coisas. 

Para que uma indústria seja considerada como Indústria 4.0 precisa atender alguns princípios:

  • Interoperabilidade: As máquinas, dispositivos, sensores e pessoas devem se comunicar entre si. Este é o princípio mais importante de todos.
  • Transparência de Informação: Deve ser capaz de fazer uma cópia virtual do que ocorre no mundo físico usando as informações dos sensores, e ser capaz de monitorar o que ocorre no meio ambiente de forma a obter a informação contextualizada.
  • Assistência Técnica: Deve ser capaz de dar suporte aos humanos na tomada de decisões e soluções de problemas, além de auxiliar nas tarefas complexas e inseguras.
  • Decisões Descentralizadas: Deve ser capaz de tomar decisões e agir de forma autônoma para customizar produtos ou resolver problemas, de forma a gerar um ambiente flexível de produção.
  • Tempo Real: Deve ser capaz de coletar dados em tempo real, armazená-los e analisa-los de forma a conseguir resolver os problemas. Esse não é um requisito somente para um mercado de pesquisas, mas também para uma linha de montagem de produção.
  • Orientação a Serviço: Deve ser capaz de produzir de acordo com a especificação do cliente.
  • Modularidade: Atualmente as fábricas produzem sempre de uma mesma forma orientadas ao movimento do mercado, não permitindo mudanças rápidas em sua forma de produção, caso ocorra alguma mudança no mercado. As fábricas inteligentes devem ser capazes de mudar a produção de acordo com mudanças sazonais e mudanças de mercado de forma rápida.

Vantagens e Desafios

A Indústria 4.0 vai revolucionar o processo da indústria que conhecemos hoje, mas como toda revolução existem vantagens e desafios.

Vantagens

Algumas vantagens que a Indústria 4.0 vai trazer:

  • Otimização: A “fábrica inteligente” vai usar cada vez mais dispositivos inteligentes com a capacidade de melhorar o processo da industrialização, isso vai ser benéfico para a indústria que usa equipamentos de alta tecnologia, fazendo com que o processo tenha um tempo menor de inatividade.
  • Customização: O fato da indústria ser orientada ao cliente gera uma flexibilidade no mercado produzindo os produtos de forma mais rápida, atendendo as necessidades do cliente.
  • Incentivo à Pesquisa: A Indústria 4.0 precisa do desenvolvimento de novas tecnologias gerando mais pesquisas em diversas áreas como por exemplo, segurança da informação. Isso vai gerar mais treinamento e pesquisas. A indústria vai precisar de profissionais com conhecimentos e habilidades conhecidas ou que vão ser desenvolvidas.

Desafios

A Indústria 4.0 está trazendo muitas novidades, mas como toda novidade existem também os desafios que precisamos começar a pensar como:

  • Segurança dos Dados: A cada integração de sistemas deve existir um cuidado cada vez maior com a segurança dos dados. Com a inclusão da tecnologia da Internet das Coisas onde cada vez mais os sistemas e equipamentos estão conectados, existe um risco com a segurança das informações e uma dificuldade em garantir essa segurança.
  • Confiabilidade e Estabilidade: A comunicação entre os sistemas precisa apresentar uma confiabilidade e estabilidade que infelizmente é difícil garantir e manter o tempo todo durante o funcionamento do sistema.
  • Perda de Emprego: Sempre que aumentamos a automação das fábricas é inevitável a perda de empregos em alguns cargos. A indústria vai precisar de funcionários com habilidades e conhecimentos novos. Algumas profissões como conhecemos hoje deixarão de existir e aparecerão novas profissões.
  • Investimento: A Indústria 4.0 vai precisar de grandes investimentos pela necessidade de desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias. Isso não vai ser barato e provavelmente somente as grandes empresas terão condições de investir, as pequenas empresas não vão poder acompanhar e como consequência podem perder a sua fatia de mercado.
  • Privacidade: A Indústria 4.0 vai precisar cada vez mais dados do consumidor para produzir os produtos de acordo com a necessidade do consumidor. As informações vão ser compartilhadas entre vários setores e entre empresas. O cuidado e como vão ser tratadas essas informações apresentam um grande desafio para a indústria.

Além desses desafios existe uma falta de conhecimento, experiência e mão de obra para trabalhar com essas tecnologias, exatamente por serem novas. Também temos o problema de falta de investimento em pesquisa e produção de novas tecnologias.

Apesar dos desafios e preocupações a Indústria 4.0 pode trazer benefícios como, melhorar a vida do trabalhador e a produção em locais de risco a fim de melhorar a saúde e a segurança dos trabalhadores, além de criar uma indústria mais eficaz e produtiva.

Referências:
What Everyone Must Know About Industry 4.0
Industry 4.0

29 de janeiro de 2018

Quais são as Diferenças entre API e SDK

API versus SDK


O programador quando inicia a carreira se depara com muita informação na internet sobre programação e ferramentas de desenvolvimento. Nesse momento surgem dúvidas sobre o significado de algumas siglas da área, porque os artigos partem do princípio de que as siglas e termos técnicos já são conhecidos. Duas siglas que são mencionadas com frequência na área de programação são API e SDK. Nesse post você vai conhecer as diferenças entre API e SDK, a aplicação e exemplos de uso.

O Que é API 


A sigla API - Application Programming Interface significa em português Interface de Programação para Aplicativos. A API é um conjunto de bibliotecas formadas por métodos, funções e objetos que permitem a integração de um aplicativo com outros aplicativos externos.

Por exemplo, se você está desenvolvendo um software para celular e deseja que o seu aplicativo tenha um botão para tirar fotos, precisa chamar os métodos da câmera que estão disponíveis na API. Dessa forma você não precisa desenvolver todo o código para acessar a câmera.

As APIs podem ser fornecidas pelo próprio sistema operacional, como a API para Windows, Android, iOS, pelo fabricante de um dispositivo como smartwatch ou de um serviço Web, por exemplo, a API do Google Maps, que permite integrar as funcionalidades dos mapas em seu aplicativo.

Após o aumento da computação na nuvem as APIs são cada vez mais importantes nos negócios. Com as APIs fica mais fácil integrar vários aplicativos através da internet.

O Que é SDK 


A sigla SDK – Software Development Kit significa em português Kit para Desenvolvimento de Software. O SDK é um software utilizado no desenvolvimento de aplicativos para uma plataforma ou sistema operacional.

O SDK normalmente é composto por um Ambiente Integrado de Desenvolvimento (IDE – Integrated Development Environment) com editor para escrever o código, ferramentas de debug para monitorar e consertar problemas na codificação, editor visual para montar as telas do aplicativo e um compilador para criar o aplicativo.

Um exemplo de SDK é o Android Studio que é um software utilizado no desenvolvimento de aplicativos principalmente para celulares e tablets com sistema operacional Android.

A maioria dos SDKs possui uma documentação completa para facilitar o aprendizado e tutoriais com exemplos de código, que o programador pode utilizar como base para seus próprios projetos.

O SDK possui uma particularidade que é a possibilidade de utilizar APIs. Como as APIs são aplicadas na comunicação entre aplicativos, não é surpresa que no SDK utilize-se uma API na integração com outros aplicativos.

Diferenças entre API e SDK


Analisando a definição de API e SDK fica complicado entender as principais diferenças entre os dois, já que em alguns momentos a API pode ser utilizada dentro de um SDK. Para facilitar o entendimento das diferenças lembre-se:

  • um SDK pode conter uma API, mas uma API não pode conter um SDK;
  • o SDK permite a construção de um aplicativo;
  • a API faz a integração ou comunicação entre aplicativos;
  • o SDK fornece um ambiente integrado de desenvolvimento com compilador, ferramentas para debug e editor visual;
  • a API fornece um conjunto de bibliotecas que expõe funcionalidades para o programador utilizar na comunicação ou integração de seu aplicativo, com aplicativos de terceiros.

Agora que você conhece a diferença entre API e SDK fica mais fácil entender os artigos sobre programação. Se você for desenvolver um aplicativo e precisar de uma ferramenta de desenvolvimento deve procurar pelo SDK da tecnologia que vai trabalhar. Se for integrar ou precisar fazer uma comunicação entre o seu aplicativo e um aplicativo ou produto de terceiros utilize a API do produto.

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