O Que é SVG

gráfico escalável vetorial


A adesão da maioria dos navegadores ao suporte de imagens no formato SVG (Scalable Vector Graphics – Gráfico Vetorial Escalável) fez com que as pessoas começassem a utilizar este formato para imagens ao invés dos tradicionais JPG e PNG, porque finalmente tínhamos a possibilidade de utilizar imagens vetoriais na web.

História do SVG

Quando se iniciou a construção de páginas HTML na web, percebeu-se a necessidade de possuir um formato para as imagens de página, que fossem compatíveis com as diferentes densidades dos displays, que pudessem ser redimensionadas, possuir transparência, camadas e até imprimir com uma qualidade melhor.

Estava claro que os formatos já existentes e muito utilizados até os dias de hoje não seria o ideal como, por exemplo, as figuras com formato PNG, JPG, etc. O grande problema destes formatos é que não permitem o redimensionamento com qualidade. O que a web precisava era um formato que permitisse o redimensionamento, ou seja, que fosse uma imagem vetorial que é composta por curvas, elipses, linhas, polígonos e vários outros elementos baseados em vetores matemáticos.

Pensando nisto Chris Lilley escreveu em 1996 um documento que era uma especificação dos requisitos gerais para gráficos vetoriais. Várias empresas na época se inscreveram para participar da definição do padrão junto a W3C, mas o grupo de trabalho decidiu não utilizar nenhuma das especificações fornecidas pelas empresas, porque cada uma tinha uma ideia diferente de como fazer. Eles resolveram então, criar uma especificação do zero baseada nas lições aprendidas até aquele momento de trabalhos anteriores, e assim nasceu o SVG.

Nos últimos anos vários navegadores começaram a dar suporte ao formato incluindo Opera, Firefox, Safari, Edge e Chrome. O Internet Explorer começou o suporte a partir da versão 9, isto fez com que a maioria dos navegadores suportassem este formato de imagem, o que trouxe uma maior utilização do formato.

Definição do SVG

O formato de imagem SVG utiliza o padrão XML para descrever imagens em duas dimensões, ou seja, podemos desenhar a imagem em um arquivo texto utilizando os atributos de um arquivo XML. Por exemplo, para desenhar um círculo utilizam-se os atributos e estilos para definir as coordenadas, raio, cor, borda, etc.

Figura 1 - Exemplo de cículo desenhado no formato SVG

A vantagem deste formato é que além de poder redimensionar podemos utilizar uma ferramenta de edição de imagem ou simplesmente um editor de texto comum, como o Notepad. No caso do editor de texto é necessário conhecer o XML. As ferramentas de criação e edição de imagem são mais fáceis de utilizar porque não é necessário o conhecimento da linguagem XML, você pode desenhar diretamente na ferramenta sem se preocupar com a linguagem.

Se você tiver a curiosidade de conhecer a linguagem por trás do arquivo abra o arquivo da imagem com a extensão .SVG em um editor de texto qualquer. O desenho da Figura 1 utiliza o seguinte código XML:


<!DOCTYPE svg PUBLIC "-//W3C//DTD SVG 1.1//EN" "http://www.w3.org/Graphics/SVG/1.1/DTD/svg11.dtd">
<svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" width="83px" height="83px" version="1.1"><defs/><g transform="translate(0.5,0.5)"><ellipse cx="41" cy="41" rx="40" ry="40" fill="#004d99" stroke="#004d99" stroke-width="3" pointer-events="none"/></g></svg>

Vantagens do SVG

  • Por ser uma imagem vetorial permite o redimensionamento sem a perda da qualidade da imagem e do texto.
  • Pode ser exibido nos navegadores de celulares, o que faz com as imagens sejam apresentadas com uma qualidade superior aos arquivos tipo JPG ou PNG.
  • Como o arquivo é na verdade um arquivo texto, porque utiliza à linguagem XML, o tempo que o navegador demora em exibir a imagem é muito menor do que os tradicionais formatos de imagem.
  • O tamanho do arquivo é bem menor do que o tamanho dos arquivos de imagens tradicionais tipo JPG ou PNG.
  • A impressão da imagem fica com uma qualidade superior do que a impressão de imagens JPG e PNG.

Como Criar Imagens SVG

Existem vários editores de imagem que criam arquivos SVG como o Adobe Photoshop e InDesign. Também existem as opções gratuitas como  Inkscape e o Gimp. Existe mais uma opção de editor de imagem que é o Desenhos Google. Você pode usar esse editor para criar desenhos e fazer o download do arquivo em vários formatos como PDF, JPG, PNG e SVG.

Para usar o Desenhos Google entre na página do Google Drive clique no botão Novo + e selecione Desenhos Google.

desenhos-google.png

O navegador abre uma guia com o aplicativo Desenhos Google, onde você pode desenhar, inserir formas, fazer fluxogramas, inserir e editar imagens. 

Para obter o desenho no formato vetorial, faça o download do desenho pronto no aplicativo Desenhos Google através do menu Arquivo > Fazer o Download > Gráficos vetoriais escaláveis (.svg).

Como Abrir Arquivos SVG

Se você não tiver um editor de imagens vetoriais ou quiser simplesmente visualizar um arquivo com imagem vetorial SVG, use o navegador de sua preferência para abrir o arquivo. Uma das opções para abrir o arquivo no navegador é copiar o caminho do arquivo para a barra de endereços do navegador, por exemplo, se o arquivo encontra-se no diretório c:\usuario\figuras\imagem.svg, digite esse caminho na barra de endereços do navegador.

A imagem SVG é um bom formato de figuras para se utilizar em arquivos de ajuda online exibidos em navegadores. Por serem vetoriais adaptam-se melhor aos vários tamanhos de tela, desde o computador até os celulares. Quando o usuário vai buscar uma ajuda online que possua imagens, o melhor é utilizar imagens vetoriais que não perdem a qualidade nos navegadores atuais e são mais rápidas para serem exibidas.

Se você quiser conhecer a linguagem por trás do SVG acesse o Tutorial de SVG.

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Recursos Extras
The Secret Origin of SVG
Using SVG as placeholders — More Image Loading Techniques

As Dificuldades para Avaliar um Redator Técnico

Avaliação de Redator Técnico

A avaliação de um redator técnico para contratação não é muito fácil, assim como a avaliação de profissionais de qualquer área. No caso do redator técnico o comum é solicitar uma amostra de trabalhos anteriores para avaliar a qualidade de escrita, a gramática, a organização, o cuidado com o design, a clareza no texto, e mais alguns itens que cada contratante verifica de acordo com a necessidade de sua empresa.

A análise da amostra nem sempre pode ser um fator decisivo na contratação do profissional, porque apesar do profissional apresentar uma amostra do trabalho que ele executou, esta amostra pode conter também o trabalho de outros profissionais envolvidos no projeto.

A elaboração de um documento técnico pode ter várias etapas como elaboração do template, organização do documento, elaboração de desenhos, figuras e gráficos, de forma que seja necessária a participação de diversos profissionais, além do redator.

Portanto o redator técnico pode ter uma participação grande na elaboração do documento, mas o documento pronto pode ter a participação de outras pessoas, o que significa que a amostra não pode ser utilizada como um fator determinante da definição da qualificação do profissional.

Para auxiliar na avaliação além da análise da amostra de trabalho, a entrevista é um passo importante para entender a participação do redator na elaboração do trabalho apresentado como amostra.

Na contratação de um redator técnico alguns profissionais da empresa estão envolvidos na decisão final, e nem sempre todos possuem a mesma opinião na forma de avaliar a amostra e as respostas obtidas na entrevista. Neste caso uma ideia seria montar uma estratégia padrão que definisse os critérios de qualificação da amostra, e um questionário para a entrevista do redator.

Critérios para Avaliação da Amostra de um Documento Técnico

Os critérios para avaliação da amostra podem ser:

  • Organização do Documento
  • Design e Aparência do Documento
  • Clareza do Texto
  • Qualidade dos Exemplos
  • Gramática
Estes critérios são genéricos e podem ser aplicados em uma grande variedade de documentação técnica. Cada critério pode ter uma nota com peso para definir quais são mais importantes para o trabalho desejado.

Questionário para Entrevista de um Redator Técnico

Algumas perguntas para avaliar o redator técnico:

  • Você foi o único autor do documento ou existiram outros autores?
  • Você elaborou o Template do documento ou utilizou um Template pré-definido?
  • O design e organização foram elaborados por você ou foi pré-definido?
  • Quais as ferramentas você utiliza para escrever o documento?
  • Os exemplos exibidos no documento foram elaborados por você ou por outra pessoa técnica da equipe?
  • Você elabora conteúdo técnico para web ou somente para documentos off-line, tipo impressos ou arquivo PDF?
A avaliação de um redator técnico é uma tarefa difícil, porque além dos critérios que podem ser utilizados de uma forma geral, cada negócio exige uma especialidade diferente e pelo menos conhecimento básico da área. Com os critérios de avaliação pré-definidos fica mais fácil para comparar e avaliar a qualificação do profissional.

Referência

Template Plano de Documentação

Plano de Documentação

Quando vamos escrever um documento técnico, seja ele um manual, uma especificação técnica ou um guia rápido, precisamos planejar o que este documento deve conter, ou seja, é necessário fazer um planejamento do documento para definirmos todo o escopo que o documento deve abranger, além de detalhes sobre recursos, prazos, requisitos só para citar alguns.

Neste post apresento um Plano de Documentação que pode ser utilizado antes do início da elaboração do documento técnico para alocar recursos e planejar a criação e manutenção do conteúdo técnico do documento. Além disto, forneço no final do post um Template do Plano de Documentação, que pode ser utilizado livremente como sugestão para a criação de seu próprio Plano de Documentação.

A elaboração do Plano de Documentação é tão importante quanto o próprio documento, porque ele vai auxiliar, facilitar e guiar a elaboração de seu documento durante toda a fase do projeto. Ele acaba sendo uma referência para toda a equipe com os detalhes para a elaboração do documento.

Um Plano de Documentação pode ser composto pelos tópicos:

Plano de Documentação
Tópicos Plano de Documentação
  • Propósito: Descreve para que serve o documento, qual o objetivo e o que se espera alcançar com o documento pronto.
  • Entregas: Descreve quais são os documentos que devem ser produzidos com detalhes dos responsáveis pelas várias fases e datas previstas de início e publicação.
  • Requisitos Gerais e Legais: Descreve quais são os requisitos gerais que o documento deve obedecer e os requisitos legais quando necessário como, por exemplo, normas que deve atender dependendo da área onde vai ser utilizado.
  • Audiência: Descreve quais são os tipos de pessoas que utilizarão o documento como, por exemplo, pessoas com conhecimento técnico do assunto, com algum conhecimento técnico, mas não conhecem o assunto propriamente dito, que são totalmente leigas ao assunto. Esta etapa é importante porque vai definir o tipo de terminologia e grau de dificuldade que o documento pode conter.
  • Premissas, Restrições e Dependências: Descreve o fato inicial que prevê a geração do documento, as dependências e restrições de utilização do documento.
  • Processo: Descreve os passos que devem ser executados na preparação do documento.
  • Prazos de Entrega: Determina os prazos de entrega de cada fase do documento.
  • Funções e Responsabilidades: Define as funções e responsabilidades de cada membro da equipe de comunicação técnica.
  • Recursos: Determina os recursos que serão utilizados na preparação do documento como, por exemplo, o software de editoração e publicação, ferramentas de desenho, uma versão do aplicativo (se software) ou um produto para utilizar durante a elaboração do documento, uma especificação de requisitos, ou um manual antigo.

Download Template Plano de Documentação

O Plano de Documentação é uma etapa importante no processo de elaboração de qualquer tipo de documento técnico, seja ele, um manual, um guia, uma apostila, um help online, etc., porque permite planejar e alocar recursos para criar ou manter o conteúdo técnico do projeto ou produto.

Referência

7 Dicas de Como Escrever um Manual



Recentemente li um Manual de Escrita Técnica bem interessante que detalha os passos de como escrever um Manual, independentemente do tipo de manual ou de produto. São dicas genéricas que podem ser seguidas para qualquer tipo de Manual. Neste post apresento um resumo dos principais passos mencionados. Você pode acessar o Manual completo ou fazer o download através do link Tech Writing Handbook.

Para escrever um manual existem duas leis básicas, a primeira é que é necessário ter o conhecimento sobre o assunto que o Manual vai abordar, se for um produto, é necessário conhecer o produto, se for um software é necessário utilizar o software, se for instruções para montar ou consertar algum produto é necessário executar a montagem ou conserto, antes de escrever sobre o assunto.

A segunda lei é conversar com os especialistas que desenvolveram o produto ou o software, perguntar, consultar tentar obter o maior número de informações possíveis sobre o assunto que o Manual deve abordar.

Além de obedecer as duas leis básicas podemos seguir alguns passos para que o Manual seja claro, objetivo e fácil de entender.

1. Seja coerente

  • Comece o parágrafo com a informação mais importante.
  • Escreva os fatos, as informações que não forem relevantes não precisam ser incluídas.
  • Escreva sentenças curtas com no máximo 24 palavras.
  • Não utilize palavras vazias por exemplo, no evento de, substitua por se.
  • Utilize voz ativa, elimine o verbo Ser. Elimine seria, deveria ser,  tinha sido.
  • Utilize voz passiva estrategicamente, mas se puder substituir por voz ativa, substitua.
  • Quando der direções comece a frase com o Verbo.

    2. Escreva com Clareza

    • Utilize linguagem simples.
    • Não utilize jargões.
    • Não transforme verbos em substantivos.
    • Utilize as palavras um, uma, o, a, sem problemas. A omissão dessas palavras faz o texto parecer que foi escrito por um robô.
    • Faça testes com pessoas que não conhecem o assunto do Manual. Peça para que elas leiam o conteúdo e verifique se está claro e não existe nenhuma dúvida. Se existir significa que o Manual não está claro.
    • Não use as palavras, bastante, principalmente, um pouco,  parece, espécie de,  bonito.
    • No caso de siglas explique o significado a primeira vez que aparece no texto e coloque a sigla entre parênteses.

      3. Comunique-se com Clareza

      Cada autor tem um estilo de escrita que deve ser seguido do começo ao fim do Manual. O recomendado é que o autor seja espontâneo.

      A utilização da segunda pessoa você ou seu, sua, pode ser utilizado sem problemas. Inclusive o texto fica mais claro. Naturalmente não deve ser utilizado em textos científicos que devem demonstrar imparcialidade.

      Os parágrafos devem ser curtos. A regra de parágrafos com cinco sentenças não é aplicada em escrita técnica. Um parágrafo pode ser iniciado quando se inicia um novo pensamento. Uma recomendação é utilizar os marcadores para dar uma "quebrada" no texto.

      4. Verifique a Audiência

      Para escrever um bom Manual, o ideal é conhecer a audiência que vai utilizar o Manual. Um Manual para cliente não técnico deve ter termos simples e fáceis de entender. Um Manual para uma audiência mais técnica pode utilizar os termos técnicos já conhecidos.

      Dependendo da audiência verifique a possibilidade e necessidade de incluir um glossário em seu Manual.

      5. Fotografe o Processo

      Não devemos somente explicar como fazer, é necessário mostrar como fazer. Utilize outras formas de figuras, além de fotos devemos utilizar outras formas de imagem para explicar como fazer determinado procedimento, portanto utilize gráficos, diagramas,  ilustrações, vídeos.

      6. Organize o Conteúdo

      • Faça um esboço do conteúdo do manual.
      • As pessoas vão ler o Manual para procurar como fazer uma determinada tarefa se for o caso, portanto organize o Manual por tarefas nestas situações.
      • Utilize listas, numeradas ou não.
      • Escreva instruções úteis, e quando possível peça feedback das pessoas que leram o Manual.
      • Se a tarefa for um passo a passo, explique em sentenças curtas com fotos ou diagramas o que deve ser feito na sequência correta.
      • Faça reuso de conteúdo de forma inteligente. Se uma determinada tarefa for um pré-requisito que pode ser reutilizado, descreva o pré-requisito no Guia de Pré-Requisitos, depois somente mencione a página do pré-requisito, quando for necessário utilizá-lo novamente.

        7. Requisitos Legais

        As informações de perigos e riscos de utilização de determinado produto devem aparecer no manual de forma clara e chamativa por exemplo, com ícones, cores, letra em negrito. O texto também deve ser fácil de entender.

        Muitas empresas para se protegerem legalmente iniciam o manual com páginas de recomendações e cuidados.  O manual deve ter as recomendações, mas devemos ser coerentes e manter um bom senso na quantidade e no tipo de recomendação.

        Antes de iniciar a elaboração do Manual verifique se é necessário seguir alguma norma da empresa ou do local.

        A elaboração de um bom Manual não é uma tarefa fácil, requer pesquisa, planejamento, conhecimento do assunto que será abordado, entre outros detalhes como apresentação e distribuição, mas sempre é bom conhecermos algumas dicas que podem ser seguidas durante a elaboração do Manual, para termos um bom resultado junto ao cliente.

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        10 Cuidados ao Utilizar Imagens em Documento Técnico

        10 Cuidados ao Utilizar Imagens em Documento Técnico

        A utilização de imagens em documentos técnicos apresenta grandes desafios independentemente do formato de apresentação do documento, seja impresso, em arquivo, em um site, em um celular ou tablet.

        Na grande maioria dos documentos técnicos existem várias imagens para facilitar a compreensão do texto. Uma imagem pode simplificar o entendimento de determinado processo ou mesmo facilitar a localização de algum recurso.

        seleção de imagem


        Neste post vou listar alguns desafios e cuidados que devemos ter ao utilizar imagens em documento técnico.

        1. Armazenamento dos Arquivos de Imagem

        Quando escrevemos um documento técnico, por exemplo, um manual de usuário de um aplicativo, podemos capturar as imagens das telas e ir “colando” diretamente no documento, sem se preocupar em armazenar estas imagens para edição posterior. Se o aplicativo sofrer alterações podemos capturar a imagem novamente e refazer o processo, por isto às vezes não pensamos em armazenar a imagem em um local separado.

        Mas e se precisarmos da imagem novamente para utilizar em outro documento, ou se precisarmos de partes da imagem para fazer um passo a passo. Este é somente um exemplo que indica a importância de armazenar em um local separado todas as imagens utilizadas no documento.

        2. Utilizar Imagens Vetoriais x Não Vetoriais

        Podemos dividir os tipos de imagens utilizados em documentos técnicos como vetoriais e não vetoriais.

        As imagens vetoriais são compostas por pontos, linhas, formas, polígonos entre outros elementos os quais são baseados em expressões matemáticas. Este tipo de imagem por ser baseada em vetores são mais leve e podem ser ampliadas e reduzidas sem perder a qualidade. Um exemplo de imagem vetorial utilizada em navegadores e recomendada pela W3C é o formato SVG (Scalable Vector Graphics). O formato SVG utiliza a linguagem XML para descrever de forma vetorial desenhos e gráficos.

        As imagens não vetoriais são compostas por pontos diferenciados por sua cor. Podemos citar como imagens não vetoriais mais comuns as imagens com formato JPG, BMP, PNG, GIF entre outras. Estas imagens possuem um tamanho de arquivo maior e perdem a qualidade quando redimensionadas.

        Uma situação comum que acontece em documentos técnicos são as atualizações do produto, processo ou aplicativo. Nestes casos a imagem precisa ser atualizada. É neste momento que vemos a importância de utilizar imagens vetoriais, quando possível. Nem sempre é possível utilizar imagens vetoriais como, por exemplo, em manuais de software. Nestes casos as imagens são capturas das telas do aplicativo, que são gravadas em formato não vetorial.

        Para as imagens não vetoriais a substituição é o mais comum, às vezes é possível alterar a imagem dependendo das modificações do aplicativo, mas redimensionamento da imagem pode ser um problema, já que a cada vez que redimensionamos a imagem, ela perde a qualidade, principalmente o formato JPG.

        Para as imagens vetoriais podemos fazer as alterações necessárias diretamente na imagem e gerar a imagem final alterada em diversos formatos e dimensões, sem a perda da qualidade da imagem.

        Portanto um cuidado que podemos ter é utilizar, quando possível, imagem vetorial e a partir destas imagens gerar o não vetorial para os diversos tipos de publicações.

        3. Imagens Utilizadas como Referência

        Em alguns tipos de plataformas onde são apresentados os documentos técnicos, como navegadores que utilizam HTML ou documentos desenvolvidos com DITA, não permitem a inserção direta da imagem e sim uma referência do local onde está a imagem.

        Neste formato de documentação é necessário ter muito cuidado para controlar o local das imagens. As atualizações das imagens não são feitas no documento e sim diretamente no arquivo da imagem, por este motivo o controle da localização da imagem é muito importante para evitar problemas como exibir a imagem correta, ou não exibir nenhuma imagem, porque o arquivo foi retirado ou alterado de sua localização original.

        4. Publicação das Imagens

        Cada plataforma de publicação de documento com imagens pode aceitar somente alguns formatos específicos de imagem, por exemplo, o formato SVG é relativamente novo e, por exemplo, no caso do Internet Explorer funciona somente a partir de versão 9. Se você precisa publicar em plataformas mais antigas ou mesmo plataformas que não aceitam este formato, é necessário converter a imagem em outros formatos como, por exemplo, JPG ou PNG.

        Portanto é sempre bom ter a mesma imagem em vários formatos para o caso de publicar o documento em diferentes plataformas.

        5. Reuso da Mesma Imagem

        Utilizar a mesma imagem para explicar situações diferentes é tentador, mas o usuário pode ficar confuso se a imagem possuir muitos detalhes que não são relevantes ao contexto em questão. Mesmo que existam setas ou outras indicações o usuário pode não entender. Nestes casos o melhor é cortar a imagem e exibir somente a parte relevante ao assunto. Os usuários estão mais propensos a perdoar um detalhe irrelevante que está faltando, do que visualizar muitos detalhes que não existem em sua aplicação e causar dúvidas na utilização.

        6. Controle de Versão de Imagem

        Em um documento técnico que possui controle de versão, as imagens existentes no documento não são controladas da mesma forma como o texto, portanto não dá para saber qual a versão de imagem está no documento.

        Para controlar a versão da imagem pode-se utilizar um aplicativo de controle de versão normal, mas as imagens vão ter que ter o seu próprio controle de versão, independente do documento. No caso de imagens de manual de usuário possuir as várias versões das imagens pode ser útil para identificar as diferentes versões do aplicativo e possível evolução do mesmo.

        7. Tamanho da Imagem

        O tamanho e resolução da imagem são importantes tanto no documento como no ambiente de publicação. Quando estamos trabalhando com a ferramenta de criação e edição de imagem não existe uma preocupação com o tamanho final da imagem, porque queremos obter uma imagem com a melhor resolução possível, mas dependendo do documento e de onde o documento vai ser publicado torna-se necessário tomar alguns cuidados.

        Por exemplo, inserir documentos com alta resolução e com o tamanho do arquivo muito grande em documentos Word, pode ser um problema. Primeiro o arquivo Word final vai ficar com um tamanho muito grande dificultando o manuseio do arquivo e armazenamento, sem falar na dificuldade de enviar o arquivo para revisão em outros departamentos.

        Se a publicação final for um documento impresso em impressora comum, não é necessário que as imagens sejam em alta resolução, porque a impressora não vai reproduzir toda a resolução. Se for um documento PDF o tamanho da imagem também é importante para não termos um arquivo muito grande.

        Se a publicação for feita na internet, temos o problema de velocidade e quantia de bytes necessários para fazer o download e exibir a imagem, portanto neste caso também não é necessário termos figuras com uma resolução muito alta.

        De uma forma geral após a elaboração da imagem é necessário verificar onde vai ser publicada para decidir o tamanho e resolução finais da imagem.

        8. Atualização de Imagens

        A atualização de imagens podem seguir dois processos diferentes, dependendo de como foi utilizada no documento. No caso da imagem estar inserida diretamente no documento a atualização de imagem é bem trabalhoso, porque é necessário alterar cada imagem no documento.

        No caso de documentos que possuem a referência da imagem pode ser um pouco menos trabalhoso, porque precisamos alterar a imagem somente no local físico. Como o documento possui uma referência, ele acaba sempre exibindo a imagem mais atualizada, se existir um processo bem definido de atualização destas imagens.

        9. Controle de Qualidade das Imagens no Documento 

        O controle de qualidade das imagens no documento é muito importante para garantir a qualidade final, por isto sempre verifique todas as imagens inseridas no documento, e em todas as plataformas de publicação. Às vezes algum formato não exibe corretamente em determinada plataforma, ou pior no caso de inserirmos somente a referência da imagem, é importante verificar a exibição da imagem, se ficou com uma boa qualidade e se a referência está correta.

        10. Tradução de Texto em Imagens

        Um problema comum em documentos é a utilização do documento em várias línguas. Neste caso o documento deve passar pelo processo de tradução, mas e as imagens como ficam?

        Se a imagem possui texto no caso de um documento que deve ser feito em várias línguas, gera um problema, porque é necessário fazer a tradução do texto das imagens e depois alterar a imagem para inserir o texto. Neste caso podemos ter uma imagem para cada língua do documento.

        Uma forma de minimizar este problema é procurar trabalhar com imagens com pouco ou sem texto se possível, ou se for necessário indicar alguma informação textual, podemos indicar a informação com números e criar uma tabela que referencia o número com o texto.

        Para elaborar um documento técnico dependendo da aplicação, além do conteúdo em termos de texto é necessário fazer um bom planejamento sobre o a criação e gerenciamento das imagens, porque as imagens são parte importante do bom resultado da usabilidade do documento.

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        10 Dicas de Como Preparar um Arquivo Word para o Kindle

        Leitor Digital Kindle


        A maioria das pessoas que desejam publicar um livro utiliza como editor de texto o Microsoft Word. Neste post vou descrever algumas dicas de como preparar um documento Word para publicar no formato Kindle.

        Um erro que as pessoas cometem é pensar que a forma de visualização do livro no Word vai ser a mesma no Kindle. Infelizmente não, o livro no Word deve seguir algumas regras para que a apresentação no Kindle fique bem feita.

        Se você já está com o livro escrito vale a pena rever a formatação. Se está começando a escrever agora, é bom já aplicar as seguintes dicas de formatação.

        1. Não inserir indentação

        Evite inserir indentação no início dos parágrafos ou antes de figuras como ícone. O parágrafo deve iniciar sem espaço ou tabulação na primeira linha. Caso deseje inserir a indentação utilize no máximo um valor de 0.5".

        2. Não inserir espaços entre parágrafos

        Evite inserir espaço entre parágrafos, utilizando o "Enter" do teclado. Ao invés disto utilize a propriedade de dar espaços entre parágrafos como por exemplo, configurar com 10pt "após" o parágrafo.

        3. Inserir quebra de página entre capítulos

        Insira quebra de páginas entre capítulos, desta forma o Kindle não vai exibir um capítulo novo na mesma página.

        4. Evitar copiar imagens no Word

        Evite copiar imagens diretamente no documento Word. Utilize o menu de inserir imagem no formato JPEG (.jpg) e faça o alinhamento centralizado da figura.

        5. Não utilizar cabeçalhos e rodapé

        Não utilize cabeçalhos e rodapés. O texto não será exibido corretamente no Kindle.

        6. Inserir título no nome do capítulo

        O Kindle facilita a navegação entre capítulos que possuem a formatação de Título no nome do capítulo.

        7. Não utilizar fontes diferentes no texto

        Não utilize tamanho de fonte diferenciada para dar ênfase no texto. O Kindle permite redimensionamento de fontes durante a leitura, modificando desta forma a apresentação do texto que está com fonte diferenciada.

        8. Inserir página de capa e de direitos autorais

        Antes do primeiro capítulo e depois da capa, o livro deve ter uma página de título juntamente com o nome do autor e uma página de direitos autorais. Pode ter também uma página de dedicação e uma página de prefácio ou prólogo. Cada uma destas páginas deve conter o texto centralizado e separadas por uma quebra de página. Por exemplo, para a página de título coloque o título centralizado e na próxima linha o nome do autor também centralizado, em seguida insira uma quebra de página para separar da página seguinte, que seria a página de direitos autorais, e assim sucessivamente até a página de prefácio ou prólogo se existir.

        9. Inserir um índice

        Para facilitar a navegação no Kindle o livro deve possuir um Índice. O Índice criado no Word é reconhecido pelo Kindle. Somente a numeração de página não é reconhecida, porque os dispositivos podem mudar o número da página de acordo com seu tamanho. Mas os capítulos que possuem um título e estão no índice podem ser facilmente localizados no Kindle.

        10. Inserir marcador no título do índice

        O Kindle tem a capacidade de fazer a navegação utilizando o menu "Go To" que permite ir para o Índice. Para habilitar esta funcionalidade selecione o titulo do índice e defina como um "Marcador" no Word com o nome "toc".

        Conclusão

        Estas são apenas algumas dicas de preparação do arquivo Word para converter em formato Kindle. Além destas dicas existem mais algumas etapas que devem ser seguidas antes de publicar o livro, como a preparação da capa, dos arquivos de imagens caso o livro possua imagens e algumas outras definições de publicação e comercialização que estão detalhadas no guia da Amazon Building your book for kindle (Preparando o seu Livro para Kindle).

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        Como Converter Arquivo Word em eBook


        Existem várias ferramentas na internet que fazem a conversão de um documento Word DOCX em eBooks para diversas plataformas como Kindle, iPad, iPhone e vários outros dispositivos.

        Neste post vou explicar como converter um documento Word DOCX em alguns formatos de eBooks que podem ser visualizados nos dispositivos Kindle (formato MOBI), iPad e iPhone e qualquer outro dispositivo que leia o formato EPUB, que significa "Eletronic Publication" (Publicação Eletrônica). Este tipo de arquivo é um formato livre e aberto, utilizado pela maioria dos dispositivos para leitura.

        Para fazer a conversão vou utilizar um software open source chamado Calibre que é um aplicativo de gerenciamento de biblioteca de eBooks. Além de converter vários formatos de arquivos em eBooks a ferramenta executa também gerenciamento da biblioteca, sincronização de eBooks com os dispositivos de leitura, editor de eBook para a maioria dos formatos, entre outras funções.

        Para fazer o download do Calibre acesse o site http://calibre-ebook.com/. A instalação é bem simples, é só seguir o assistente de instalação.

        Para iniciar a conversão de um documento Word DOCX para o formato kindle MOBI ou EPUB abra o aplicativo Calibre, inclua o arquivo word  à biblioteca do Calibre, selecionando o botão Adicionar Livros.

        Adicionar Livros
        Figura 1 - Adicionar Livros

        Converter em Formato Kindle ou EPUB

        Para converter no formato Kindle MOBI ou EPUB selecione o arquivo word incluído no Calibre e selecione o botão Converter Livros.

        Converter livro
        Figura 2 - Converter Livro

        A Tela de Conversão exibida na Figura 3, mostra como selecionar o formato do livro. Neste caso selecione o formato MOBI na caixa de seleção Formato de Saída, para conversão em formato Kindle ou EPUB para conversão em formato EPUB.

        Figura 3 - Selecionar Formato
        Na lista de formatos temos várias opções entre elas o formato AZW3. Se você tiver a curiosidade de olhar no seu Kindle a extensão dos arquivos referentes aos livros adquiridos perceberá que estão no formato AZW3. Este é o formato encriptografado que a Amazon usa para distribuir os livros adquiridos na loja da Amazon.

        O Calibre permite gerar o arquivo nesse formato, e ele também pode ser utilizado em um dispositivo Kindle, mas o mais comum é o formato MOBI, que além do Kindle pode ser lido em vários outros dispositivos como Nook, Kobo, e Sony entre outros.

        Nesta tela além do formato de saída é possível selecionar várias opções de configuração do livro separados em seções; como inserir a capa do livro, especificar título, nome do autor, etc. Cada seção possui outras opções de configuração que estão detalhadas no manual do Calibre, cuja versão em português encontra-se no link Manual do Usuário do Calibre.

        Após fazer a configuração dos itens desejados para o formato do livro selecione o botão Ok, para que o Calibre execute a conversão.

        Visualizar o eBook

        Com o arquivo convertido podemos visualizar o livro no aplicativo, antes mesmo de colocar em um dispositivo de leitura. Este recurso permite visualizar como o livro vai ser apresentado no leitor. Para visualizar o livro selecione o arquivo do livro e clique no botão Visualizar.

        Visualizar Livro
        Figura 4 - Visualizar Livro

        A tela do Visualizador de eBooks simula um leitor digital e possui as funções de impressão, altera o tamanho do fonte, exibe em tela cheia, navega pelas páginas, possui marcador, exibe as informações do livro, grava o livro em formato PDF, etc.

        Editar o eBook

        Caso a apresentação não esteja adequada é possível editar  e fazer ajustes no arquivo convertido diretamente no Calibre, utilizando linguagem HTML. Para editar o livro selecione o arquivo do livro e selecione o botão Editar Livro.

        Figura 5 - Editar Livro
        Na tela de edição de livro você pode visualizar lado a lado o código fonte do eBook em HTML e o eBook. Com esta funcionalidade é possível fazer a edição da apresentação do eBook e visualizar simultaneamente as alterações implementadas.

        Tela do Editor de Livro
        Figura 6 - Tela do Editor de Livro
        Com o arquivo do livro pronto, você pode copiar para o seu dispositivo preferido e iniciar a leitura, ou mesmo distribuir o seu livro.

        Além de conversão o aplicativo Calibre possui algumas funções interessantes como Obter Livros que exibe uma relação de sites onde podem ser adquiridos livros pagos e gratuitos e Obter Notícias que permite selecionar agências de notícias que entregam as notícias em várias línguas.

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